Participe ativamente desse esforço distribuindo e espalhando a Boa-Nova de salvação em Cristo Jesus

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

O caminho de Enoque



Hebreus 11:5,6
“Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hb 11.5,6).
Talvez uma das figuras mais impressionantes da Bíblia seja Enoque. Ele estava vivendo na terra entre as pessoas, comendo com elas, andando, conversando; e, de repente, todos o procuraram e não o encontraram. Ele desapareceu completamente. Deus o transladou. Deus o arrebatou.
Você já pensou em alguma coisa desse tipo? Você está andando na rua e, de repente, você desaparece? Deus o toma para Ele? Deus olha para você aqui na terra e diz: “Ah, você já está tão parecido com as pessoas aqui do céu. Você não tem mais nada das pessoas aí da terra. E Eu tenho tantas saudades de você. Gosto tanto de conversar com você. Sabe, vou trazer você para ficar eternamente comigo”. E, então, Deus arrebata você?
Foi isso que aconteceu com Enoque: ele foi arrebatado. Isso aconteceu porque ele agradou a Deus por causa da sua fé. E a sua fé se baseou em dois pontos:
1) Deus existe – a certeza do invisível (v.6). 2) Deus recompensa – a confiança no cumprimento das promessas (v.6). (Obs.: Voltamos em Hb 11.1: a confiança no cumprimento das promessas e a certeza do invisível).
1) Deus existe
Enoque viveu em um tempo em que as pessoas não acreditavam em Deus. Elas podiam até mesmo afirmar com a boca que acreditavam na existência dEle. Contudo, no dia a dia, viviam como se Deus não existisse.
Judas fala sobre isso em Jd 14,15. “Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele”.
Obras ímpias – As pessoas não estavam nem aí para Deus. Elas praticavam obras ímpias. Elas viviam de qualquer maneira. Não lhes importava o que Deus dizia. Não lhes importavam os valores de Deus.
Relativização: Elas viviam os próprios valores. Elas não buscavam os valores de Deus. Elas não buscavam aquilo que era absoluto aos olhos de Deus Elas haviam relativizado todas as coisas. O padrão do que é certo deixou de ser Deus. O padrão do que é certo ficou sendo a vontade do próprio ser humano. Por exemplo: Se Deus estabelece o padrão de não mentir; as pessoas diziam que a questão da mentira é relativa, e, que, em determinadas circunstâncias, deve-se mentir. Se Deus estabelece o padrão de não cobiçar, as pessoas diziam que a questão da cobiça é relativa, e, que, em determinadas circunstâncias, deve-se cobiçar. Se Deus estabelece que o padrão é o sexo dentro do casamento, por causa do vínculo de compromisso e da aliança, as pessoas diziam que o sexo deveria acontecer em qualquer momento, desde que as pessoas se imaginassem comprometidas umas com as outras.
Enquanto as pessoas relativizavam todas as coisas, mostrando com as suas práticas que não acreditavam em Deus, Enoque continuava proclamando a existência de Deus. Ele continuava vivendo segundo os padrões de Deus, sendo fiel à Palavra.
E não somente isso. Enoque não apenas vivia segundo a Palavra de Deus, mas também ele chamava as pessoas à mudança de conduta. Ele não ficou passando a mão na cabeça das pessoas dizendo: “Deus é amor. Deus é cheio de graça. Pode continuar vivendo da mesma maneira”. Não! Antes, Enoque anunciou a verdade. Ele tinha a certeza da existência de Deus. Ele tinha a certeza da existência dos padrões absolutos de Deus. Ele não abriu mão desses valores absolutos por causa da sociedade. Ele se levantou cheio de ousadia e profetizou contra aquelas pessoas.
Por isso ele obteve testemunho de haver agradado a deus. Por isso ele foi arrebatado!
Mas não apenas isso. A fé de Enoque não se apoiava somente na certeza da existência de Deus. Ela também se apoiava na convicção de que Deus recompensa. Enoque agradou a Deus porque ele cria na existência de Deus e também tinha a certeza de que Deus recompensava aqueles que o buscavam
2) Deus recompensa
Enoque tinha a certeza de que não era fútil viver da maneira como ele vivia. Ele tinha a convicção de que experimentaria benefícios por viver daquela maneira. Ele não estava andando em santidade por causa de um ideal. Ele andava em santidade por que ele tinha a certeza de que era o melhor para ele. Ele teria ganhos por andar daquela maneira. As pessoas precisam saber que a vida com Deus tem a promessa da vida aqui e da vida por vir. Deus recompensa.
Mas como Enoque conseguiu forças para viver dessa maneira? Profetizando contra o pecado e permanecendo firme, olhando para as recompensas celestiais? Em Gênesis, nós encontramos a resposta. O capítulo cinco, versículo 24, diz que Enoque andou com Deus. Relacionamento. Construído. Dia após dia. Como em uma caminhada. Perseverança. Continuidade. Constância. Não ao imediatismo. Um relacionamento com o Senhor é como uma longa caminhada. Não se chega ao destino no primeiro dia, nas primeiras horas, nos primeiros minutos. A cada dia novos passos são dados, a intimidade é construída, e o relacionamento é fundamentado. Enoque andou com Deus, e a cada dia sua fé no invisível foi consolidada, e então, o próprio Senhor o recompensou.
Fonte: www.estudos.gospelmais.com.br

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu amor

Norbert Lieth
Lemos em 1 João 3.16 sobre Jesus Cristo: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós..." A morte de Jesus na cruz do Calvário é a prova do eterno, imutável e inescrutável amor de Deus por um mundo perdido – por cada um de nós! O sangue derramado de Jesus é a garantia do amor de Deus para com as pessoas sobrecarregadas de culpa e distantes dEle: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5.8).

Jesus, como Filho de Deus, era o único que podia morrer pelos pecados da humanidade. Ele o fez também por você! Em todas as outras religiões procuramos em vão por algo que seja comparável à morte de Jesus por nós. O Senhor é amor em Si mesmo; amor é uma característica do Seu ser. Por isso Ele não pode separar-se do Seu amor. Esse amor começou quando Deus começou – e Ele não tem começo nem fim. Alguém o formulou desta maneira: "Deus é o que é, principalmente por Seu amor." E Friedrich Bodelschwingh cunhou a frase: "Por esta terra não passa ninguém que não seja amado por Deus." O próprio Senhor diz: "Com amor eterno eu te amei" (Jeremias 31.3). Portanto, não há uma só pessoa vivendo sobre a face da terra que não seja amada por Deus
.
Deus ama a cada pessoa da mesma maneira. Isso significa que Ele não ama a ninguém mais do que a outro. Agostinho definiu esse amor de Deus de maneira muito apropriada: "Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor."
Deus ama a cada pessoa da mesma maneira.
Jamais alguém poderá apresentar-se diante de Deus e afirmar que não foi amado por Ele. Estou profundamente convicto de que, quando os perdidos chegarem diante do trono de Deus e virem o Cordeiro de Deus, ficarão perplexos por não terem aceitado o amor que Jesus lhes ofereceu. Se existisse apenas um único pecador perdido nesta terra, Deus em Seu amor ilimitado teria feito por ele o que fez por todas as pessoas do mundo, através de Jesus Cristo.

É justamente isso que o Senhor Jesus quer expressar com a parábola da ovelha perdida:"Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lucas 15.4-7).

Martim Lutero, com sua linguagem forte, descreveu certa vez o amor de Deus com as seguintes palavras: "Deus é um forno ardente, tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor."

terça-feira, 26 de maio de 2015

Tão perto e, ainda assim, tão longe



Marshall Wicks
Como professor de Bíblia e teologia a serviço de uma organização evangelística, tive a oportunidade de ouvir muitos testemunhos pessoais. Durante esses 26 anos de trabalho no Instituto Bíblico Palavra da Vida nos EUA, impressionou-me a quantidade de alunos que, apesar de terem nascido num contexto familiar de crentes em Cristo, só vieram a crer em Jesus bem mais tarde em sua vida. O assunto ressoa mais forte aos meus ouvidos, porque essa também foi a minha história. Eu nasci em Halifax, Nova Escócia, numa família de crentes consagrados a Cristo. Porém, à semelhança dos antigos israelitas, eu lutava com o problema da incredulidade.
Não consigo me lembrar de uma única vez em que eu, meus irmãos e minha irmã não estivéssemos vestidos, penteados e prontos para nossa caminhada dominical rumo à igreja, a fim de participar de um dos cultos. E lá íamos nós para a igreja. Além disso, o papai, não satisfeito de participar de todos os cultos de nossa igreja, sempre que havia algum culto especial em outra igreja levava a família toda.
Ficamos sem carro durante muitos anos e para mim era uma tortura perder a melhor parte dos meus domingos numa caminhada de 20 ou 30 minutos para a igreja. Finalmente, quando conseguimos um carro, a minha alegria durou pouco. Meu pai começou um ministério de transporte com ônibus, numa época em que isso ainda não era comum nas igrejas. Nós passávamos de ônibus para pegar as pessoas em nosso trajeto para a igreja e, em seguida, o papai ainda fazia algumas viagens adicionais para transportar mais famílias para o culto. Com isso, tínhamos que sair de casa mais cedo do que antes, quando íamos a pé.
Mesmo conhecendo o Evangelho, algumas pessoas escolhem outros caminhos, como o álcool, que destroem famílias e despedaçam vidas.
Seria ótimo se eu pudesse justificar a minha rejeição do Evangelho, alegando que nunca me fora pregado, mas esse não era o caso. Culto após culto, eu pude ouvir as verdades simples do plano da salvação: a de que eu era um pecador perdido e que Jesus é Deus, o qual vindo ao mundo, levou sobre Si os meus pecados e recebeu o castigo em meu lugar a fim de me libertar da condenação e perdição eterna.
No começo, eu ia à frente, na hora do apelo do pregador, para aceitar Jesus como meu Salvador, pelo menos uma vez por mês. Mas parece que nunca isso, de fato, acontecia. Eu era tão velhaco que tinha plena consciência de que meu relacionamento com Deus era péssimo. Parece que nunca me convertia; na verdade, eu nunca tinha nascido de novo em Cristo.
Como muitos dos testemunhos que ouvi, eu simplesmente me tornei cada vez mais frio em relação ao Senhor. Passei a odiar a Fé Cristã e tudo o que ela significa. Quanto mais eu tentava ser bom e agradar a Deus, mais eu falhava. A incumbência dava a aparência de ser pesada demais e os benefícios pareciam mínimos, se é que existiam.
Quando cheguei à adolescência, minha vida entrou “em parafuso” e virou um caos. Saí de casa; me envolvi com o mundo das drogas; e não demorou muito para que eu ficasse desempregado, sem teto, perambulando pelas ruas de Toronto.

Uma Escolha Quase Fatal

Ainda fico intrigado com o fato de que uma pessoa pode ser criada com todas as oportunidades que eu tive e, mesmo assim, rejeitar o Evangelho. Como é que eu não entendi isso antes? Eu vi o que o álcool fizera com outras famílias. Tive contato com lares destruídos e vidas despedaçadas. Eu fui testemunha da maneira pela qual Cristo fizera a diferença em nosso próprio lar; no entanto, misteriosamente nada disso me tocava.
O apóstolo Paulo, de igual modo, estava pasmado com a atitude de Israel:
“Porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne. São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!” (Rm 9.3-5).

O Fator Fé

No Novo Testamento o meio de salvação é o mesmo identificado no Antigo Testamento: Fé.Ao escrever no Novo Testamento, o apóstolo Paulo demonstra sua convicção de que o propósito da mensagem central do Pentateuco era o de distinguir entre uma salvação centrada no homem e uma salvação centrada em Deus.
A incredulidade é um senhor cruel. Ela não promete nada, muito menos liberta; exige o pagamento de tudo, mas nunca entrega o que foi comprado.
A cidade de Jerusalém está edificada sobre uma montanha de dois cumes: um dos cumes é o monte Sião e o outro é o monte Moriá. Em 2 Crônicas 3.1 temos a seguinte informação: “Começou Salomão a edificar a Casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá”. Esse é o monte onde as Escrituras dizem que Abraão finalmente entendeu e temeu ao Senhor: “Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho” (Gn 22.12).
Moriá foi o lugar da maior prova e da maior vitória de Abraão pela fé. Abraão, em sua disposição de sacrificar seu filho Isaque, colocava a promessa de Israel sobre o altar. Portanto, Moriá simboliza a fé e, por razões óbvias, passou a ser o local do estabelecimento do templo, a saber, o centro espiritual de todo o povo de Israel e o lugar onde Israel adoraria o seu Deus.
Entretanto, ao fazer suas declarações mais categóricas sobre o papel da fé na salvação, o apóstolo Paulo recorre ao livro de Deuteronômio. Em Romanos 10.6-8, Paulo fez citações de Deuteronômio 30:
“Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo; ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos. Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos”.
Existe um caminho melhor; um caminho tão próximo quanto o coração e os lábios, e que não requer pagamento humano de nenhuma espécie; um caminho que Abraão trilhou, Moisés ordenou e Paulo pregou: a obediência decorrente da fé.
O texto de Deuteronômio 30 foi escrito para fazer um contraste com o capítulo 29 que começa com uma assustadora declaração ao Israel descrente: “Porém o Senhor não vos deu coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. Quarenta anos vos conduzi pelo deserto; não envelheceram sobre vós as vossas vestes, nem se gastou no vosso pé a sandália” (Dt 29.4-5).
Na seqüência, o capítulo 29 prediz os futuros fracassos de Israel e seus decorrentes castigos. Contudo, Deuteronômio 30 apresenta uma mensagem absolutamente diferente, uma mensagem de esperança e fé:
“Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires” (Dt 30.11-14).
O mandamento ao qual Moisés se referiu nesse texto não era a Lei recebida no monte Sinai. Os israelitas nunca conseguiriam cumprir essa Lei. Moisés lhes falara acerca disso em boa parte do capítulo 29. Esse mandamento ordena que a pessoa creia, um mandamento personificado pelo exemplo de Abraão no monte Moriá.
A incredulidade é um senhor cruel. Ela não promete nada, muito menos liberta; exige o pagamento de tudo, mas nunca entrega o que foi comprado.
Contudo, existe um caminho melhor; um caminho tão próximo quanto o coração e os lábios, e que não requer pagamento humano de nenhuma espécie; um caminho que Abraão trilhou, Moisés ordenou e Paulo pregou: a obediência decorrente da fé.

O Dia em Que “Funcionou”

“E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18.3).
Eu não posso afirmar o que havia de diferente naquele dia chuvoso e frio de novembro de 1969. Eu ainda me drogava e continuava tão rebelde e rancoroso como sempre fora. Meu pai viera de Halifax à minha procura e nós estávamos dentro do carro, estacionado numa rua mais tranqüila.
Aparentemente nada tinha mudado. Porém, naquele dia o meu coração estava diferente. Quando meu pai me perguntou se eu queria receber a Cristo em minha vida, meu coração e lábios disseram: “sim”. Eu não hesitei, nem titubeei em tomar a decisão. Parecia óbvio. Foi naquele dia que me tornei crente em Jesus Cristo.
Acho que eu sempre conhecera o Evangelho e talvez sempre o aceitara de uma forma intelectual. Todavia, como no caso dos filhos de Israel que comeram o maná providenciado por Deus e caminharam sobre sandálias que não se desgastaram no deserto (veja Dt 29.5), o Evangelho nunca fizera diferença em minha vida.
Naquele dia, ao lado de meu pai, eu estava pronto a concordar com Deus sobre a minha condição e sobre a provisão que Ele fizera para mim. Trata-se daquela fé semelhante à de uma criança da qual Jesus fez menção ao dizer: “E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18.3).
Para nós a salvação saiu de graça, mas para o Messias o custo foi incalculável. Além disso, a salvação nunca está distante e inacessível; sempre está disponível a todo aquele que, neste exato momento, se disponha a crer. Entre qualquer um de nós e a salvação eterna não existe nenhum impedimento que se interponha, exceto um coração descrente. (Marshall Wicks -Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

E Jesus Estava... Dormindo



Marcel Malgo
O Pai celestial nunca perde de vista Seus filhos; isso é um fato real. Ele está sempre conosco. No Salmo 37.25 encontramos o maravilhoso testemunho: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado...”. Não podemos negar que às vezes parece que nosso Senhor se esconde de nós. Por que chegamos a esse ponto? Há aqueles dias em que não estamos muito bem e nos sentimos fatigados e vazios. Não temos a firme sensação de estarmos conectados com Jesus. Aí o erro está em nós, que avaliamos esse aparente silêncio do Senhor da forma errada. Muitas vezes parece que recebemos da parte do Senhor uma mensagem de “Ausente” e afirmamos depressa demais que Ele não está presente. Será que Ele não está presente mesmo?
No lago de Genesaré flutua um barco. Os passageiros são o Senhor e Seus discípulos. Os discípulos estão na proa do barco enquanto o Senhor Jesus fica na parte de trás, repousando adormecido sobre um travesseiro. Enquanto Ele dorme começa uma violenta tempestade e o barquinho está em perigo de naufragar.
Aqui é muito importante perguntar: nesse momento o Senhor estava ou não estava com Seus discípulos? Poderíamos responder que estava e não estava. Mas Ele estava com eles, sim – mesmo que não da forma que Seus discípulos esperavam. Ele estava presente porque de fato se achava na traseira do barco, visível, deitado em um travesseiro; os discípulos O viam ali. Mas Ele não estava presente no sentido de, aparentemente, não estar acompanhando o que se desenrolava ao seu redor, uma vez que estava dormindo. Qual era a percepção dos discípulos nesse momento? Como foi que eles reagiram quando a tormenta se abateu sobre eles e seu Senhor continuava dormindo?
É triste mas verdadeiro: o momentâneo silêncio de seu Senhor fez com que aqueles homens tivessem uma sensação de abandono, como se o Mestre os tivesse deixado sozinhos. Sua reação veemente e seu pânico são a prova: “Mestre, não te importas que pereçamos?” (Mc 4.38). A Bíblia Viva reflete melhor toda a sua emoção: “Mestre, nós estamos quase nos afogando e o Senhor nem se importa?”. Essas palavras mais do que evidenciam que, para eles, nessa situação seu Senhor não era um Deus salvador! Mas Jesus ficou muito triste com essa postura dos que O conheciam e seguiam, pois posteriormente ouvimos Sua pergunta: “Porque sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (Mc 4.40). Outra versão bíblica diz: “Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?” (NVI).
O Senhor quer ver o que realmente existe dentro de nós e qual o quilate de nossa fé.
Prezado leitor, na nossa vida de fé há momentos de desalento, quando temos a sensação de que o Senhor se escondeu. Mas Ele não foi embora, Ele apenas “dorme na popa” do barquinho da nossa vida. Isso significa que, de repente, por alguma razão que só o Senhor conhece, as circunstâncias estão diferentes de ontem ou anteontem. Tudo ia tão bem até agora, a presença do Senhor era uma feliz certeza para nós, mas de repente as lutas vêm e nos sentimos sozinhos e desamparados. Preste bem atenção no que vou dizer agora: quando não vemos o Senhor, nem ouvimos Sua voz, nem sentimos Sua presença, mesmo assim Ele está presente, pois está sempre conosco! Muitas vezes esses tempos difíceis, quando parece que entrou areia na engrenagem da nossa vida e nos sentimos abandonados e isolados, são tempos de provação, quando o Senhor nos molda e transforma. Ele quer ver o que realmente existe dentro de nós e qual o quilate de nossa fé. Pensemos em Deuteronômio 8.2, quando Deus mandou dizer a Seu povo Israel: “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os meus mandamentos”. Em nossa vida também acontecem muitas provações, com a mesma finalidade.
O Senhor dormindo na traseira do barco foi uma provação de fé para os discípulos de Jesus. O alvo do Senhor não era assustá-los e afligi-los, mas fazê-los crescer na fé.
O que quer que tenhamos de enfrentar, por mais silencioso que tudo esteja em nós e ao nosso redor, por mais que o Senhor pareça distante e não consigamos ouvir Sua voz, podemos ter a firme certeza de que Deus não nos abandonou! (Marcel Malgo —Chamada.com.br)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Existe um Deus que te conhece, e se importa com você


Nem sempre é fácil dizer à DEUS tudo o que se passa dentro de nós!
O ser humano é composto por um turbilhão de emoções e sentimentos. Em um único dia podemos oscilar entre: alegria e tristeza, amor e ódio, coragem e medo, confiança e dúvida.
A verdade é que nós mesmos, muitas vezes, não conseguimos identificar o que se passa em nosso coração.
Observe:
“Enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração…” Jeremias 17.9-10
Por isso, amo meditar no Salmos 139. Me recordo de uma frase de Charles H. Spurgeon:
“Sentimentos que não podem ser expressos são sempre orações que não podem ser recusadas.”
Leia o Salmos 139, Deus sabe como você se sente!
É tão bom ter a certeza que DEUS nos conhece como ninguém, que ELE sonda tudo que se passa em nós.
Deus está em todos os lugares. Ele é soberano sobre todos os afazeres, dia e noite. Quando nos levantamos , e quando nos assentamos…Ele nos assiste em todo tempo!
Deus está nos seguindo, nos examinando, desejando guiar as mais simples das nossas atividades diárias…e mais que isso: ELE deseja fazer parte de todos os nossos momentos.
O Senhor Deus é mais pessoal que podemos imaginar! Ele conhece todos os nossos caminhos, isso inclui: pensamentos, palavras e ações.
Gosto de ler esse versículo! É como se fosse uma carta de Deus diretamente para nós! Nessa convicção, meu coração se enche com uma paz indescritível. Sinto-me cercada por Deus, cercada por Sua perpetua presença, sinto minha vida segura em Suas mãos!
O homem vê a aparência, mas DEUS sonda o coração, e quando ELE encontra um coração quebrantado e contrito, ELE nos garante em sua Palavra que não despreza!
Diante, do conhecimento da elevada Onisciência de Deus, sinto-me pequena, frágil, fraca, amada, constrangida pela Graça. Essa verdade do amor de Deus me emociona e me constrange.Não existe amor tão grande assim!
Amar superficialmente é fácil. O AMOR de DEUS por nós é profundo, intimo, e constante. Ele nos ama apesar de nós mesmos, apesar de nossas falhas, faltas, fraquezas, defeitos, inconstâncias .
Deus nos ama e podemos chama-Lo de PAI!
É exatamente assim: Deus nos AMA porque a essência dELE é o AMOR! Não há nada que possamos fazer para ELE nos amar mais, ou menos.
Não há possibilidades de fugir de SUA presença…não existe lugar para se esconder…Ele nos vê, nos encontra em todos os lugares! Podemos estar em meio à multidão ou quem sabe, na escuridão, ainda assim, o Senhor nos diz em Sua Palavra que ELE está com os olhos sobre todos da terra.
Não pense jamais que você está sozinho, ou que ninguém se importa realmente com você! Existe um DEUS que está presente em todo tempo, em todas as circunstâncias:
“Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus lá estas, se faço da minha cama o mais profundo abismo,lá também estas.” (versículo-7 do capitulo 139).
Sabe…Não peço a DEUS pela Sua presença, pois sei que ELE está comigo em todos os lugares! Mas, peço CONSCIENCIA da SUA presença, pois sei que somente assim conseguirei viver de forma sábia, como a Bíblia nos orienta: O temor do Senhor é o principio da sabedoria!
A palavra de DEUS estudada por aqueles que O amam é uma fonte inesgotável de gozo e de sabedoria.
Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim, e me leva a render humilde adoração, consagração e obediência
O salmos 139 deveria ser uma ferramenta que a cada vez que lêssemos moldasse um pouco o nosso caráter.
A onisciência de DEUS descrita de forma clara e precisa no SALMOS 139 deve interferir em nossa maneira de viver, nosso modo de ser, pensar, andar, agir e falar.
A certeza de que DEUS conhece cada detalhe de nossa vida, e ainda assim nos ama é a máxima expressão de GRAÇA, que é: favor imerecido, aceitação inesperada.
É por essa Graça que somos capacitados a abraçar o evangelho em toda sua plenitude apesar de nós mesmos.
Deus conhece o seu interior; ELE sabe o que você tem passado nos últimos tempos. Ele conhece cada decepção, lutas, humilhações e perseguições que porventura tenha enfrentado. ELE também sabe as vezes que você mentiu ou omitiu algo.
Deus é detalhista! Ele te conhece pelo nome, sabe o dia que você nasceu e conhece todas as suas expectativas para o futuro. E mais que isso: ELE tem o controle de TUDO nas palmas de SUAS mãos.
Eu não sei como você se sente hoje,como você acordou,o que tem afligido ou alegrado seu coração! Também não sei dos seus temores,anseios e sonhos…mas, conheço um DEUS que sabe exatamente como você se sente! Sim, um DEUS que te conhece antes mesmo você ter sido formado no ventre de sua mãe…um DEUS que tem pensamentos e planos para sua vida!
Te convido a meditar nos salmos 139;como se fosse a carta de DEUS para você…a carta de Alguém que te ama e te conhece a fundo!
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29.11
Não se renda as “vozes” dos que te acusam…não observe os dedos daqueles que te julgam!
RENDA-SE ao amor daquELE que te conhece e te ama como você é, te compreende, e deseja leva-lo a um nível mais profundo de intimidade!
Deus deseja te moldar para que todos os sonhos e propósitos dELE se cumpram em sua vida…até que possamos experimentar a PLENITUDE da alegria, paz e esperança que só JESUS pode nos dar
Raíssa Bomtempo do blog www.raissabomtempo.blogspot.com.br
@raissabomtempo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O Meu Viver é Cristo

Thomas Lieth
Talvez para você essa declaração nem seja muito significativa. “O meu viver é Cristo. Cristo é minha vida” – claro que é. Se não fosse Ele, quem seria? Mas pare um pouco e pense. Não seja tão rápido em concordar comigo.
Paulo escreveu a carta que contém essa afirmação à igreja de Filipos: “para mim, o viver é Cristo” (Fp 1.21). Quando a lemos, percebemos que é um texto cheio de alegria, onde Jesus é engrandecido e glorificado. Resumindo, é um livro cheio de encorajamento para os crentes da igreja em Filipos. Por isso ficamos tão surpresos quando descobrimos que Paulo era prisioneiro quando a escreveu. É completamente extraordinário e surpreendente que ele escreveu um texto tão encorajador, cheio de tanto louvor a Deus, naquela situação. O normal seria esperar justamente o oposto da parte de um prisioneiro: Paulo precisando urgentemente de encorajamento e alento. Mas era ele quem animava os cristãos de Filipos. Em Filipenses 1.12-14 podemos ler como ele até tirava proveito de sua prisão para espalhar o Evangelho: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho; de maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais; e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus”.
Você consegue exclamar com a mesma paixão de Paulo: “para mim, o viver é Cristo!”?
Essa é uma prova bem evidente de que, na prisão, Paulo não amaldiçoava seu destino nem estava desesperado por estar ali. Mesmo naquelas circunstâncias, ele tinha só um alvo em mente, que era falar aos outros do amor de Jesus. Pela carta ficamos sabendo que ele era cheio do Espírito Santo e, por isso, tinha condições de dizer conscientemente:“para mim, o viver é Cristo”. Essa não era uma frase vazia, que vinha fácil aos seus lábios. Basta relembrar um pouco do ministério de Paulo, de tudo o que ele desejava alcançar no campo missionário, das viagens que planejava fazer, dos lugares que ainda queria visitar para pregar o Evangelho – e agora, de repente, no meio de intensa atividade para Deus, todos os seus planos foram frustrados e ele encontrava-se confinado entre as paredes de uma prisão. Apesar disso, ele ainda tinha a convicção de que “Cristo é minha vida”.
Cristo é sua vida também? Para você, o viver é somente Cristo? Quem condiciona e dirige sua vida? Você consegue exclamar com a mesma paixão de Paulo: “para mim, o viver é Cristo!”?
Não seria o dinheiro o que desempenha o papel central na nossa vida tão agradável? Ou, se não for o dinheiro, talvez seja nossa aparência, nossa fama ou aquilo que os outros pensam de nós? Será que o mais importante é ver os outros falando bem de nós e nos saudando com deferência? “Olhem para mim! Eu sou tão legal! Vejam como me oferecem o melhor lugar!” Ou será que a essência da nossa vida é nos divertir até não poder mais? O lazer está no topo da nossa lista de prioridades?
Em Lucas 12.34 está escrito: “Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Onde está o seu tesouro? Onde está seu coração? No banco, junto da conta número 4875? Ou no mundo, com as celebridades e os famosos? No campo de futebol? Na televisão? Na internet?
Nosso tesouro está nos céus – pelo menos é ali que ele deveria estar – e por isso nosso coração deveria ser direcionado para as coisas celestiais e não para as terrenas. Amar a Jesus, segui-lO e obedecê-lO deveria condicionar nossa vida, não outra coisa qualquer.
Cada um examine a si mesmo! Dizer na teoria: “para mim, o viver é Cristo” , é fácil e não representa nenhum problema para nós, cristãos; mas se nos examinarmos pensando no que isso realmente quer dizer, ficaremos vermelhos de vergonha. Eu fico! Por quê? Porque sei que nem sempre o meu viver é exclusivamente Cristo. E você? Essa confissão também está longe de ser realidade no seu viver? São palavras bonitas mas representam apenas uma declaração banal, sem qualquer vínculo com sua vida real? Na vida de Paulo isso não era apenas uma declaração da boca para fora. Ele vivia o que dizia. E só tinha um alvo em mente: falar do amor de Jesus, independentemente do lugar, da hora e das circunstâncias! Eu desejo muito que essa também seja nossa experiência real!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Nova Esperança Para um Novo Ano

Vivemos em um mundo bastante desanimador. No início de um novo ano, procuramos em vão por perspectivas de tempos melhores. Se analisarmos a situação internacional, se observarmos as dificuldades econômicas e o baixo nível moral dos povos, não há muitos motivos para esperar por momentos mais luminosos para este mundo. Até mesmo é duvidosa a realização dos anseios que temos para nossa vida pessoal neste novo ano.
Tendo pouca esperança no melhoramento das condições gerais, resta-nos somente uma alternativa: procurar a renovação individual das pessoas. É preciso encontrar um caminho que permita que você seja elevado acima das circunstâncias, de modo que esteja sobre elas e que elas até mesmo sejam controláveis.
Será que isso realmente é possível? Milhões de pessoas experimentaram tal transformação e obtiveram um fundamento inteiramente diferente para suas vidas ao aceitarem Jesus como seu Salvador pessoal pela fé. Seus corações ficaram repletos de paz profunda e permanente, que não pode ser abalada por nenhuma tempestade em suas vidas. Elas descobriram o segredo da alegria e da verdadeira felicidade, que consiste da confiança em Deus e da obediência a Ele, e obtiveram novo valor para suas vidas. Para elas, todas as coisas realmente "se fizeram novas"! O apóstolo Paulo descreve essa maravilhosa transformação da seguinte maneira: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17).
Também você pode começar o novo ano como uma nova criatura em Jesus Cristo! Então sua tranqüilidade e seu êxito na vida não dependerão mais das circunstâncias, pois você terá uma nova vida, que se manifestará em novos anseios e em novos rumos da sua vontade. Novas forças estarão à sua disposição! O "novo homem", nascido do alto pela fé em Jesus Cristo, poderá dar passos confiantes no novo ano. Esta é uma maravilhosa mensagem para você! Será possível encontrar a Deus na condição de pessoa que foi perdoada, que foi purificada dos seus pecados. Você terá sido renovado através de Jesus Cristo, tornado aceitável diante de Deus através dos méritos de Jesus Cristo, seu Redentor.
Por isso, não hesite mais! Aceite a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e deposite sua confiança inteiramente nEle neste novo ano. (http://www.chamada.com.br)